Dia das Mães deve movimentar mais de R$ 120 milhões na economia de Campo Grande

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Com crescimento na movimentação financeira, data indica consumidor mais disposto a investir e valorizar a celebração

O Dia das Mães de 2026 deve movimentar cerca de R$ 120,3 milhões na economia de Campo Grande, considerando os gastos com presentes e comemorações. Os dados são da Pesquisa de Intenção de Consumo realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS), em parceria com o Sebrae/MS e com apoio do Sindivarejo Campo Grande.  Em comparação ao ano anterior, o volume representa um crescimento de 6,8%, sinalizando um cenário positivo para o comércio da Capital.

O gasto médio total previsto é de R$ 411,17, indicando que, embora parte dos consumidores esteja mais seletiva, aqueles que pretendem participar da data demonstram maior disposição para investir, reforçando a relevância econômica do período.

Do total estimado, aproximadamente R$ 63,09 milhões devem ser destinados à compra de presentes, enquanto R$ 57,23 milhões devem ser direcionados às comemorações. A pesquisa aponta que 58,18% dos consumidores pretendem presentear, com gasto médio de R$ 218,75, e 60% devem celebrar a data, com gasto médio de R$ 192,42.

Preferências de consumo – Entre os itens mais procurados, perfumes e cosméticos lideram as intenções de compra, com 23,2%, seguidos por roupas (19,6%) e flores ou cestas (12,1%). A diversidade de opções evidencia oportunidades para diferentes segmentos do varejo, especialmente aqueles ligados ao presente afetivo e personalizado.

“Estratégias como kits prontos e serviços personalizados são diferenciais para aumentar o faturamento. O segredo é organizar o estoque e preparar a equipe para aproveitar o afeto da data e transformar isso em ótimos resultados para o seu negócio”, destaca Paulo Maciel, analista-técnico do Sebrae/MS.

A qualidade do produto aparece como principal fator de decisão, citada por 55,8% dos consumidores, seguida pela escolha da pessoa presenteada (38,4%) e pelo conhecimento prévio do item (37,1%). O preço, embora relevante, aparece como critério secundário, reforçando a importância do valor percebido na decisão de compra.

Outro destaque é a predominância das compras presenciais, preferidas por 68,4% dos consumidores, com maior concentração na região central da cidade (50,45%), seguida por shoppings e comércio de bairro.

O estudo também aponta que fatores como bom atendimento (60,76%), disponibilidade de produtos (42,41%) e organização da vitrine são decisivos para a conversão de vendas no ambiente físico.

Além disso, as condições de pagamento seguem como determinantes: 58,93% dos consumidores priorizam descontos à vista, enquanto o parcelamento no cartão aparece como alternativa relevante. A pesquisa também indica que parte significativa do público adota um comportamento de comparação e pesquisa antes da compra, reforçando a necessidade de estratégias comerciais mais assertivas.

  “As condições de pagamento fazem bastante diferença na decisão de compra. O consumidor está mais atento ao orçamento e tende a aproveitar descontos à vista sempre que possível, mas também recorre ao parcelamento quando precisa. Isso mostra um comportamento mais planejado, em que a escolha passa pelo que cabe no bolso e pelo valor percebido na compra”, diz a economista do IPF-MS, Regiane Dedé de Oliveira.  

Celebrar a data – Nas comemorações, a maioria dos consumidores opta por momentos em família. Cerca de 50% pretendem celebrar em casa, preparando uma refeição, enquanto 28% devem optar por restaurantes ou similares. O comportamento indica uma tendência de celebrações mais próximas e afetivas, sem abrir mão da experiência.

De forma geral, o levantamento mostra que o Dia das Mães segue como uma das datas mais relevantes para o comércio de Campo Grande, com um consumidor mais estratégico, que valoriza qualidade, experiência e planejamento. Nesse cenário, empresas que investirem em atendimento, diferenciação e boas condições comerciais tendem a se destacar e ampliar seus resultados.

A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 31 de março de 2026, com base em entrevistas com consumidores em Campo Grande e outros municípios do estado, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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